04 agosto, 2010

Espaço Cohab


por Luciano Gazola
Ainda sonho com uma Igreja que ame tanto eventos ou cultos quanto sopões.


Ainda sonho com uma Igreja que compareça tanto em campanha de orações quanto em campanhas de agasalhos.


Ainda sonho com uma Igreja que faça da fé gerada nos templos ação nas ruas.
Ainda sonho com uma Igreja que faça as pessoas entenderem que há mais unção em servir do que em ser servido.


Ainda sonho com uma igreja que antes de querer prosperar aprenda a dividir.
Ainda sonho com uma Igreja que antes de querer dizer com que roupa se deve andar aprenda a dar a roupa.


Ainda sonho com uma Igreja onde não haverá Apóstolos, Bispos, Pastores; mas sim irmãos, crentes, mesmo que em funções de tais; sejam sempre maiores do que seus cargos.
Ainda sonho com uma Igreja que fale em línguas e também fale a língua do amor.


Um dia chegaremos lá!
E porque creio nisso, continuo caminhando na Graça do Caminho.


Aprendi que Cultos podem ser feitas em muitos lugares... Nas praças, nas COHABs, nas ruas e nas casas, também nos templos.


Ontem mesmo fiz um culto na casa de um amigo. Na liturgia tínhamos espeto, carvão, uma costela e muitas risadas e no coração a gratidão, então Deus veio e cheirou o cheiro da adoração junto ao cheiro do churrasco e teve fome e matou a nossa fome!


Um beijo pra quem anda Nele e um “venha” pra quem Nele ainda não está.

Um comentário:

Pr. José do Egito disse...

Pó!! Que beleza de pastores, irmãos, camaradas... são vocês: Luciano e Guilherme? Nem convidaram o mano veio aqui para o "CHURRASCULTO"!! Que falta de senso de partilha é esta, porque me excluistes da "mesa de churrascão", a qual gera a comunhão tanto quanto no partir do pão, fazendo a gente se sentir mais irmão.

Brincadeiras a parte, amado pastor, também eu, ultimamente tenho me questionado sobre a Igreja que somos, e a Igreja que Deus quer que sejamos. Confesso que estou em busca, não sei ainda bem do que é, só sei que o que esta ai, chamado igreja evangélica é que não é. Talvez o que busco, para alguns seja somente uma utopia, mas a qual o Carpinteiro de Nazaré, chamou de: Reino de Deus, Reino o qual já está entre nós, mas que precisa ser manifesto através de nós, fora do sermão, longe dos pulpítos, dos templos, das catedrais. Sim, ser manifesto, no abraço dado a criança carente, no ouvir o idoso asilado, na roupa doada ainda nova, na carona dada ao estranho com ar de suspeito. Na passada na casa dos amigos simplesmente para jogar conversa fora, sem se deixar enveredar pelo assunto: religião.Descobri que o Reino é simples, e que por ser tão simples, se perdeu. Mas está acessivel, a quem estiver disposto a buscá-lo em meio ao povo, não o povo que vai a igreja, mas o povo que é igreja.

Abraço.

Mano Zé do Egito. O Negão da benção.