25 julho, 2012

Ainda ontem...


Ainda ontem a gente estava na sala, assistindo um filme, os três ... 
Era noite, sozinhos, filme de terror ... vocês lembram?

Ainda ontem tocou a campainha e caiu a luz, que susto! 
Foi ontem, vocês lembram? 

Você, Xaxa,  tinha um caderno nas mãos, estava estudando (nem o pai acreditava nisso). 
A campainha tocou, a luz apagou, a criançada gritou e o caderno rasgou ... Você era o irmão mais velho, Lucio, mas também gritou e correu ... 

Ainda ontem eramos crianças que se assustavam com filme de terror, e que a solução mais fácil era correr para o quarto dos pais pedindo socorro, e ficar maravilhado ao ver o pai pegar um facão e correr pra rua pra ver quem assustava os seus três guris.... Vocês lembram?

Foi ainda ontem, Xaxa, que eu peguei teu skate emprestado (sem que você soubesse) e tentei imitá-lo ... pela dor que eu ainda sinto nas costas do tombo que eu levei, deve mesmo ter sido ainda ontem ... 

Foi ainda ontem que eu ganhei minha camiseta do inter, mesmo você sendo gremista Lucio, você lembra? Foi ainda ontem... 

Foi ainda ontem que fizemos uma casinha na árvore de ameixa amarela, e que com o primo Rafa tentamos dormir na barraca. Foi ainda ontem, e ainda hoje eu lembro o medo que a gente passou por estar longe (3 metros) de casa. Vocês lembram? Foi ainda ontem...

Foi ainda ontem que o pai levou a gente pescar na barragem do rio passo fundo, junto com o Tio Alberto, e a gente tinha medo das traíras que pegava na rede. Vocês lembram? Foi ainda ontem... 

Foi ainda ontem que você, Lucio, resolveu ir embora ao completar 20 anos, e riscou o mapa mil quilômetros de distância. Foi nesse dia que eu passei mal sem ar, quase tive um treco, tinha algo me incomodando que eu ainda não conhecia e que hoje eu sei o nome de cor. Chama-se saudades. Foi ainda ontem mas desde então é sempre hoje.

Foi ainda ontem que você, Lucio encontrou aquele mudaria toda nossa vida, Jesus, e que o levou a tantos caminhos, tantas experiências e tantos sabores. Você lembra? Foi ainda ontem...

Foi ainda ontem que você, Lucio, trouxe a Prica pra gente conhecer, e ainda ontem vocês casaram e foram pra Fátima do Sul. Vocês lembram? Foi ainda ontem...

Foi ainda ontem que você, xaxa, me acorda e diz que vai pegar o uno pra buscar tua namorada, eu nem sabia que você tava namorando... Dali dois dias tu me aparece em casa com a Greyce, meio assustada com o genioso que a gente já conhecia bem, rs, Vocês lembram? Foi ainda ontem...

Um a um todos foram indo e eu fui ficando. Foi ainda ontem que o pai e a mãe também foram para o novo brasil, e em seguida o Xaxa e a Greyce levaram também minha querida Julia. 

De Fátima do sul para Três lagoas, meu sobrinho joão. Foi ainda ontem...

Mas hoje Xaxa, você faz 33 anos e daqui exatamente 14 dias você, Lucio, faz 35 anos. 
Mas pra mim tudo isso foi ainda ontem. Porque pra mim vocês nunca terão 30, 40, 50 ou sei lá quantos ... vocês serão no máximo 4 e 6 anos mais velhos do que eu. 

Pra mim sempre seremos aqueles três sentados na sala, corajosos assistindo um filme de terror, escondendo o medo até que aquela campainha toca! 


A saudade nunca vai passar, porque pra mim...   

Foi ainda ontem! 



Eu amo vocês, do caçula, Duda.

13 julho, 2012

Aos homens, Fica a dica!

Lá no sul a gente cantava:
- Viva a bombacha tchê! Viva a Bombacha!

Olha aí a sabedoria gaúcha sendo confirmada pelos estudiosos...


Calça skinny pode causar problemas urinários

Os homens que usam o jeans podem sofrer se não fizerem a escolha no tamanho certo
Calça skinny nos homens pode ser um grande problema / ShutterstockCalça skinny nos homens pode ser um grande problemaShutterstock


A moda dos jeans skinny pode ser responsável pelo aumento do número de homens com problemas urinários. Segundo informações do jornal "Telegraph", especialistas britânicos têm diagnosticado cada vez mais homens com doenças na região da virilha. Os médicos apontam a moda das calças justas como a grande culpada por estes problemas.


Os adeptos aos looks de famosos como Russell Brand, Jude Law e Joey Essex estão mais propensos a apresentar torções nos testículos, infecções urinárias, baixa contagem de espermatozoides e aumento das infecções causadas por fungos.


Um em cada sete homens britânicos usa regularmente jeans skinny e mais de um terço deles confessa que não sabe se o jeans usado tem o tamanho correto para seu corpo. Segundo a pesquisa feita pela médica, ao menos um em cada 10 adeptos às calças skinny apresentam problemas na região da virilha. Quase metade deles já sentiu desconforto ao urinar e a outra metade foi diagnosticada com torção testicular.


“Ao escolher uma calça, certifique-se de que há um bom espaço ao redor da virilha. Você deve se sentir confortável e seus movimentos não podem ficar restritos”, recomenda o médico inglês Hilary Jones.


As torções testiculares acontecem quando o cordão espermático fica impedido de se mover livremente, cortando o fluxo de sangue na região. Para evitar a gangrena dos testículos, é necessário fazer uma cirurgia. As calças jeans apertadas ainda podem pressionar a bexiga, influenciando no seu funcionamento. Os tecidos mais grossos abafam a região, favorecendo o aparecimento de bactérias causadoras de infecções do trato urinário. “Não ponha a moda acima da sua saúde”, adverte a médico.

05 julho, 2012

Soldado ou irmão?



Ao invés de identificar a igreja como um exército, procure vê-la como a família de Cristo. 


Enquanto o exército produz bons e fiéis soldados, capazes de seguir qualquer ordem, a família produz o amor capaz de perdoar qualquer falha e superar qualquer dificuldade. 


Pense nisso, 




Duda.



Hora de Mudar

Más escolhas suas ou mesmo de outros, podem lhe causar uma noite ruim, um dia ruim ou uma semana ruim. De toda forma cedo ou tarde cessará o efeito dessa má escolha.

Uma vida ruim somente poderá ser fruto da sua continuidade em ter escolhas ruins. 

O seu presente está mais relacionado ao que você escolheu hoje ao levantar-se do que anos atrás. 

Não se conforme ao presente simplesmente por causa do passado. 


Eis que ponho diante de ti a benção e a maldição.


Pense nisso, 


Duda.




24 junho, 2012

O Barbeiro


O florista foi ao barbeiro para cortar seu cabelo.
Após o corte perguntou ao barbeiro o valor do serviço e o barbeiro respondeu:
Não posso aceitar seu dinheiro porque estou prestando serviço comunitário essa semana.
O florista ficou feliz e foi embora.
No dia seguinte, ao abrir a barbearia, havia um buquê com uma dúzia de rosas na porta e uma nota de agradecimento do florista. Mais tarde no mesmo dia veio um padeiro para cortar o cabelo. Após o corte, ao pagar, o barbeiro disse:
Não posso aceitar seu dinheiro porque estou prestando serviço comunitário essa semana.
O padeiro ficou feliz e foi embora.
No dia seguinte, ao abrir a barbearia, havia um cesto com pães e doces na porta e uma nota de agradecimento do padeiro.
Naquele terceiro dia veio um deputado para um corte de cabelo.
Novamente, ao pedir para pagar, o barbeiro disse:
Não posso aceitar seu dinheiro porque estou prestando serviço comunitário essa semana.
O deputado ficou feliz e foi embora. No dia seguinte, quando o barbeiro veio abrir sua barbearia, havia uma dúzia de deputados fazendo fila para cortar cabelo.
Essa é a diferença entre os cidadãos e os políticos.

22 junho, 2012

O momento - por Eduardo Gazola



As vezes deixamos passar os bons momentos. 

É sem perceber que perdemos esses momentos. 
A primeira palavra do seu filho, o primeiro passo. 
O hora certa de fazer o carinho no rosto da pessoa amada. 

Estamos ocupados. Estamos corridos.

Dormimos tarde, acordamos cedo, almoçamos correndo. 

Aquele momento que deixei passar nunca mais se repetirá. Outro talvez, mas aquele nunca mais. Os ponteiros teimosos do relógio giram somente para a frente. 

Havia um tempo em que uma gota de chuva no rosto era um carinho especial de Deus, e hoje atrapalha o meu caminho. O momento que eu deixei passar, eu perdi. 

Mas não precisa ser assim. 
Eu posso passar a aproveitar melhor os momentos que recebo gratuitamente. 

Posso dar maior atenção aos meus amigos, ter mais tempo para eles.
Posso ter mais tempo para minha família, posso fazer melhor. 

E você? 

Vou tentar argumentar e dizer que preciso trabalhar, é verdade, eu realmente preciso trabalhar. Mas quando eu começo a perder o pôr do sol trabalhando, algo está errado. 

Posso tentar dizer que também meus amigos são ocupados, mas é fato que alguém precisa dar os primeiros passos. 

Aquela gota de chuva que caiu e aquele raio de sol que aqueceu aquela tarde sábado ... foram e não voltarão. Haverá um tempo em que eu não poderei mais aproveitar um raio de sol e nesse dia, como na música epitáfio do titãs, talvez eu vá remoer e me arrepender. 

Fato é que são esses pequenos momentos que realmente nos dão prazer, e haverá tempo em que eles não terão o mesmo sabor. Uma maçã murcha não tem o mesmo sabor da tenra fruta tirada do pé. 

Há coisas que não podem ser deixadas para amanhã. Nenhuma correria vai repôr esses pequenos fragmentos de vida que se perderam.

Eu não pretendo mais deixar para amanhã. 

Não temos nem teremos o controle de tudo, se o momento passar ele pode não repetir. 

Por isso deixe a chuva cair e molhar o rosto, deixe o sol brilhar e aquecer o corpo, deixe os filhos nascerem e aconchegar o coração. Há momentos que não podem ser adiados.

E você, vai só lembrar da chuva? 

Eduardo Gazola, Chapecó, SC
22 de Junho de 2012.


***
Deixo um pequeno presente que recebi do meu maninho Timóteo, vídeo e letra que me inspiraram à rápidas letras jogadas no texto pensando na chuva que eu não senti...

É só clicar no quero ler mais.

Cristianismo Puro e Simples - CS Lewis



Por Eduardo Gazola
Se você ainda não teve o prazer dessa leitura, deixe-me colar alguns trechos dessa bela obra para aguçar-lhe a alma em busca de bom alimento.

Serão pequenos trechos colados do livro, espero trazer-lhe tamanho prazer que trouxe à esse que vos fala.

E do que trata o livro? 

Basicamente o livro trata da vida, da vida comum. De como lidar com sua posição de fé durante a vida comum, o dia-a-dia. 

Lewis tratou sobre defesa da fé, mas também tratou sobre pequenos dilemas da nossa vida, falou sobre ideologia e filosofia, falou sobre a vida. 

Pra quem ainda não teve a oportunidade de beber dessa água, deixo a dica e um pequeno saboreio que transcrevo a seguir:


***

"Esse é o primeiro ponto que devemos deixar claro. O que Deus gera é Deus, assim como o que o homem gera é homem. O que Deus cria não é Deus, assim como o que o homem faz não é homem. É por isso que os ho-mens não são filhos de Deus no mesmo sentido em que Cristo o é. Podem se parecer com Deus em certos aspec-tos, mas não são coisas da mesma espécie. Os homens são mais semelhantes a estátuas ou quadros de Deus."

19 junho, 2012

Dos Medos - por Luciano Gazola



Há uns dez anos atrás ouvi alguém dizer que o medo era raiz de todos os buracos da alma humana, e que o medo era a chave do inferno! 
Eu estava na Faculdade comendo Bíblia e ouvindo pessoas que muito tinham e tem a me dizer. 


Construí teologias cristalinas e bíblicas, e me defendi com palavras como as que as que João disse, o verdadeiro amor lança fora todo medo
Com isso tentei disfarçar na forma de coragem o medo de pensar, de refletir e esse sim é um dos molhos que abre o inferno! 


Não tenho mais medo de pensar mas ainda tenho alguns medos... 
Porém muito mais amor do que medo. 


Aprendi com a escolha de Davi que pecou porém teve a graça de escolher que tipo de punição sofreria. “Prefiro cair nas mãos do Senhor, pois grande é a sua misericórdia, a cair nas mãos dos homens”. 


O padre Antônio Vieira comentou a passagem: “O juízo dos homens é mais temeroso do que o juízo de Deus; porque Deus julga com entendimento, os homens julgam com a vontade”. 


É por medo de ser o que se é que os seres humanos tentam ser divinos... 
É por medo de suas fraquezas que vestem a roupa da calunia, do maldizer... 


No mar da graça aprendi que o Evangelho não é um barco, nem uma roupa, nem um colete... É um convite! Se jogue no mar e você não ira afundar. Lucio

03 abril, 2012

Creio na ressurreição do corpo



Os cristãos do primeiro século escandalizaram o mundo afirmando que Deus se fez carne, padeceu e morreu no corpo, e no corpo ressuscitou. O Credo Apostólico ecoou no mundo antigo e reverbera até hoje: Creio na ressurreição do corpo, o que acarreta uma absoluta revolução na vida desde aqui e para a eternidade. A respeito disso, Paulo Brabo comenta a obra de Alan F. Segal, Life After Death, que discorre sobre a geografia e a história da vida após a morte na cultura ocidental, e também a respeito da radical diferença entre o pensamento grego e o pensamento judaico-cristão. 


Os gregos acreditavam que a essência do ser humano é a alma. O corpo é uma prisão, disse Platão. Acreditavam que o corpo era perecível e efêmero, diferente da alma, imperecível e eterna. 

28 março, 2012

Usando vacas para falar da vida

Por Luciano Gazola


Nas trilhas da caminhada cruzei por algumas vacas. 
Outro dia conversava com alguém que nunca tinha visto uma vaca frente a frente, ao vivo, estranho para mim, por mais urbano que seja nasci no interior do Rio Grande do Sul e vi muitas vacas, ainda as vejo, sempre tem uma vaca no nosso caminho! 


Tinha lá meus dez anos de idade quando corri de uma vaca louca com tanta agilidade que cruzei uma cerca de arame farpado sem entender até hoje como consegui. 


Tinha quinze quando em uma pescaria com meu pai à procura de um lugar melhor, caminhamos em torno da barragem do Passo Fundo, eu, ele e meu primo João. Vimos pegadas de uma vaca e alguém disse: se a vaca passou por ali podemos passar também. Afundamos, e até hoje não sei como a vaca passou! 


Já tinha 30 quando retornava de férias do Sul, e em Mundo Novo andando um pouco mais rápido do que o necessário uma vaca cruzou a frente do meu carro. Até hoje eu e a Priscila não sabemos por onde aquela vaca passou. 


Sempre tem uma vaca no nosso caminho! 


Mas nunca vi uma vaca abandonada, sempre tem alguém que queira uma vaca. Você já viu uma vaca abandonada? Vacas sempre dão algum lucro. Já vi crianças abandonadas, já vi velhos abandonados e pobres abandonados, mas vacas ainda não. Se um dia houver uma vaca abandonada, certamente não precisará passar pela fila de adoção, pois sempre há lugar para uma vaca em nossos corações. 


Jesus no Evangelho de Lucas 16 conta uma história, cria uma parábola para que os sabichões da lei entendessem a cerca do Reino de Deus. A parábola é simples e provocante. Um mendigo chamado Lázaro morre e vai para o céu. Um homem rico sem nome algum morre, e vai para o inferno e de lá tenta se concertar, mediar algumas coisas. O pobre vira rico no céu e o rico vira pobre no inferno. Qual é o problema de ser rico? Ser pobre é alguma virtude que nos leva a algum nível de santidade? 
A parábola, entre as muitas coisas que ilustra, sugere uma resposta sobre como identificar o Deus de alguém. Antes de contá-la Jesus indica que é impossível servir a dois senhores, é impossível servir a Deus e a Mamom, é impossível servir a dois deuses. A avareza indica a que deus servimos e aponta o caminho aonde chegaremos


O Deus que servimos não se revela em nossos discursos, não se revela na nossa aparente qualidade de vida terrena, nem tão pouco nas intenções de nossos corações. O Deus que servimos se revela nas nossas atitudes. As boas novas não são um belo discurso, não são prosperidades, nem bondade de coração. A boa nova é uma ação que gera mudanças e inversões apontando com clareza o Deus que servimos. Deus se revela no nosso cuidado com o outro, independente de lucros e ganhos, sempre teremos vacas e Lázaros no nosso caminho... A quem serviremos?
Luciano Gazola,
Fátima do Sul-MS,
26 de Março de 2012

13 março, 2012

Naqueles tempos e naquele tempo...

Luciano Gazola
Acho que eu tinha dezesseis anos. Os Titãs foram tocar em Santo Ângelo. Era uma noite de muita chuva. O anfiteatro estava lotado, mas a grama tinha virado lama, éramos muitos. Na maioria absoluta, jovens cheios de sonhos, desejos, pensamentos e irresponsabilidades. Ao meu lado um cara com uma garota na garupa, ela gritava e cantava e bebia, bebia muito! 


Naqueles dias eu ainda não externizava nada ou quase nada do que sentia, mas sentia muita coisa, eu sentia que podíamos mudar o mundo, sentia que ao som das guitarras e no poder das letras de Legião, Titãs, Engenheiros, podíamos mudar tudo... Mas eu sentia só para mim e geralmente esse sentimento terminava com a úultima cerveja. 


Então de tanto sentir e não fazer nada, acabei anestesiado! 


Acho que eu tinha vinte e dois anos, era sábado. Chovia em Campo Grande uma garoa paulista. Éramos muitos, a grama virava lama aos poucos. Do meu lado um cara com uma garota na garupa, ela gritava, chorava, orava. No palco Oficina G3. Olhava para o lado e olhava para cima e sabia de novo que podíamos mudar o mundo, ao som do Rock de G3, Resgate na palavra do Baterista que externizava um Evangelho de tribos! 


Naqueles dias eu voltava a sentir, dessa vez externizava muito. A anestesia havia passado. Verbalizei ideias, vivi delas e fiz com que a maioria acontecesse. Aprendi muito. Aprendi que não era eu, que era Ele e que éramos muitos e que o segredo era a soma de todos. Fizemos um monte de coisas. Crescemos, conquistamos, cansamos, caímos e levantamos um milhão de vezes. Alguns vieram, alguns passaram e alguns ficaram! 


Então vieram os goles de religião, poder bem mais anestesiante do que a velha cerveja. 


Antes de me anestesiar novamente eu corri, entendi que se eu não parar não haverá anestesia. Hoje busco um caminho sem atalhos onde o poder daqueles tempos e daquele tempo possam andar juntos nesse tempo! Eu encontrei e vou andar por ele e Nele para sempre sem anestesiar.






Luciano Gazola,
 Fátima do Sul-MS,
 13 de Março de 2012.

08 março, 2012

Caminhante

Por Luciano Gazola


Um dia me disseram que eu era livre. Meu primeiro ato de liberdade causou-me uma marca na testa que carrego até hoje, no álbum infantil o registro do primeiro tombo. 
Nos atalhos da Teologia troquei liberdade por livre arbítrio e hoje, liberdade de novo! Me Libertei dos atalhos, pelo menos desse atalho. 


O perigo de um mundo cheio de trilhas é taxarmos os caminhantes pelos sapatos que usam, pelos caminhos que escolhem. Caminhante é sempre caminhante, tira-se a roupa, os sapatos e fica o caminhante... 


Um dia me disseram que eu era guia de uma destas trilhas, e fui. Aprendi a subir montanhas, fazer fogo com gravetos, comer sementes e apontar o caminho. O problema é que de cima da montanha enxerguei outras trilhas e elas também levavam a algum lugar e Ele também estava lá


Me assustei! Pensava mesmo ser a minha trilha a única, não achava que era a melhor. 
Achava que era a única


Resolvi observar outras trilhas, outras tribos. Usavam roupas parecidas com as minhas e as minhas eram diferentes das dos meus caminhantes
Cansei de apontar o caminho, resolvi ir lá e ver. E vi! 


Era mesmo outra trilha, outros caminhantes, outras roupas, outras montanhas, mas Ele também estava lá! 


Agora caminho. Carrego na mochila a sinceridade de quem quer andar, a fé de quem sabe quem esta lá e o amor que fará pegadas no caminho. 


To aprendendo caminhar. A minha trilha eu conhecia muito bem, mas ela me fez perigosamente acreditar que era única e não era a única! 




Luciano Gazola, 
Fátima do Sul-MS, 
8 de Março de 2012.

06 janeiro, 2012

10 dezembro, 2011

Só quem tá longe entende ...

Inevitável molhar as maçãs do rosto com água salgada que rola fácil ...

02 dezembro, 2011

Quanto mais conheço os homens, mais eu amo os cachorros.



Como pode uma criatura olhar para esse olhar amendoado e ainda ter coragem de ferir um bichinho desses??
Como pode uma criatura que deveria ser soberana sobre as criaturas de Deus, ferir ao indefeso por lucro??

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