21 dezembro, 2010

Poesias para a Alma - Apocalipse


Por Evandro Santin

Espero pelo recomeço
com a mesma alegria
que esperaram
por minha chegada.

A morte vem namorando-me
há vários anos,
não admitindo ser traída com a vida,
ela já tem data de chegada,
porém, disse-me para viver cada dia
como se fosse o último.

O acúmulo dos dias em vida
estão sendo descontados
em fios de cabelos
que os anos vão derrubar
ou clarear com as dificuldades.

20 dezembro, 2010

Sonhos e utopias (im)possíveis

Morre mais um ano. Parecidíssimo com os demais, os meses desta década vieram marcados por tragédias que se misturaram com poucas alegrias. Rio de Janeiro e Haiti se misturaram às dores dos alagoanos. O sofrimento de tantos miseráveis clamou em alto e bom tom: a humanidade não pode esquecer-se de que o preço de um possível descontrole ambiental será altíssimo. O conflito iniciado pelo Ocidente, que tenta esvaziar a agenda fundamentalista muçulmana, parece não ter fim. Mais uma vez a história lembra que é mais fácil começar uma guerra que terminar.

Com a queda de alguns mitos da modernidade, o mundo padece de uma enxaqueca histórica. Não se acredita mais no progresso sem limite nem na agenda consumista do neoliberalismo. Sobrou uma ressaca, que imobiliza os ideais e as ações transformadoras da história; ressaca que alguns chamam de pós-modernidade. Se a alternativa da alienação não convém, parece que não há vigor para sonhar na reconstrução de outro mundo possível. Porém, sonhar é preciso. Nossos filhos e filhas não merecem herdar um mundo onde impera o desdém.

Perfeccionismo não é Excelência

Amigos, muitas pessoas tem orgulho de dizer que são perfeccionistas. Elas acham que esta é uma extraordinária qualidade. Batem no peito e assumem abertamente que são e que fazem questão de ser assim. É como se elas trouxessem ao pescoço uma placa com os dizeres: “Siga-me a faça como eu: é o único jeito de tornar o mundo melhor”. Vivem como se fossem o suprassumo da humanidade, o protótipo do ser humano ideal. São aqueles que se julgam os pais perfeitos, os pastores ideais, os crentes nota dez, os modelos de família mais desejáveis, os exemplos marcantes que farão a diferença na história.

Que tal um cafézinho?

Por Max Gehringer
Há determinadas mensagens que, de tão interessante, não precisam nem sequer de comentários. Como esta que recebi recentemente. Li em uma revista um artigo no qual jovens executivos davam receitas simples e práticas para qualquer um ficar rico. Aprendi, por exemplo, que se tivesse simplesmente deixado de tomar um cafezinho por dia, nos últimos quarenta anos, teria economizado 30 mil reais. Se tivesse deixado de comer uma pizza por mês, 12 mil reais. E assim por diante.

Há um brilho no ar, é Natal!

Por Luciano Gazola
Enfim é Natal! Época do ano em que se costuma dizer e ouvir: “Passou voando”, “Parece que foi ontem”. De fato, nessa roda viva da vida, mal conseguimos acompanhar o calendário. Mas enfim é Natal, há um brilho no ar, o ano termina e começa também. O Natal exerce os seus fascínios, trás suas esperanças e sentimentos pessoais profundos em cada um. Para mim, sempre foi uma época encantadora. Minha vida foi se construindo de Natal em Natal.

Como esquecer do Natal germânico na casa de dona Ana Gering Kunzel, minha avó materna? Dona Ana teve quatro filhas - uma delas a mais bonita, minha mãe - e na noite do dia 24, a Ceia da véspera era lá! Muita comida, e que comida; a bela árvore alemã; dona Ana sentada na cadeira de couro amarela coberta por um tapete de retalhos coloridos; e os netos, todos os oitos homens em volta.  No dia 25 era a vez da festa italiana  na casa da nona, dona Rosina Loi Gazola,  e a “gringaiada” toda reunida, muita comida, muito barulho, netos e netas. Não me lembro dos presentes, mas me lembro dos abraços, das apostas nas rodadas de canastra e outras coisas mais. A árvore estava lá, com uma diferença significativa, um belo presépio. O ilustre Aniversariante passava quase desapercebido dentro da manjedoura.