Por Luciano Gazola
Enfim é Natal! Época do ano em que se costuma dizer e ouvir: “Passou voando”, “Parece que foi ontem”. De fato, nessa roda viva da vida, mal conseguimos acompanhar o calendário. Mas enfim é Natal, há um brilho no ar, o ano termina e começa também. O Natal exerce os seus fascínios, trás suas esperanças e sentimentos pessoais profundos em cada um. Para mim, sempre foi uma época encantadora. Minha vida foi se construindo de Natal em Natal.
Como esquecer do Natal germânico na casa de dona Ana Gering Kunzel, minha avó materna? Dona Ana teve quatro filhas - uma delas a mais bonita, minha mãe - e na noite do dia 24, a Ceia da véspera era lá! Muita comida, e que comida; a bela árvore alemã; dona Ana sentada na cadeira de couro amarela coberta por um tapete de retalhos coloridos; e os netos, todos os oitos homens em volta. No dia 25 era a vez da festa italiana na casa da nona, dona Rosina Loi Gazola, e a “gringaiada” toda reunida, muita comida, muito barulho, netos e netas. Não me lembro dos presentes, mas me lembro dos abraços, das apostas nas rodadas de canastra e outras coisas mais. A árvore estava lá, com uma diferença significativa, um belo presépio. O ilustre Aniversariante passava quase desapercebido dentro da manjedoura.