08 setembro, 2010

Minha megalomania

por Luciano Gazola
Ouve um tempo em que sonhei ser um jogador de futebol, não meramente um jogador mas do tipo desejado, daqueles que vão para Europa que ganham camisa eterna do Grêmio, daqueles que o Grêmio nunca teve. Ronaldinho Gaúcho? Não. Eu to falando de desejo mesmo, coisa megalomaníaca... desejei ser “Luciano” e esse Luciano era uma espécie de Pelé branco!
Sonhava com isso, teria fama, dinheiro e me transformaria em uma espécie de herói, o Airton Senna dos campos, mais do que ele, mais do que ele... Claro que ninguém nunca soube disso. Primeiro por que jamais em sã consciência externizaria para alguém essa maluquice. Segundo por que qualquer um que jogasse bola comigo ou me visse jogar diria que isso era impossível, poderia eu no máximo jogar em algum desses times “rebinhas” como o colorado dos pampas ou o timão de São Paulo. Nunca mexi uma vírgula para que esse desejo viesse ao mundo real, nos meus sonhos e nos pensamentos desocupados de minha mente eu era esse cara, mas na vida, na vida mesmo, nem me esforçava para ser.

03 setembro, 2010

Meu jeito de teologar

por Ricardo Gondim
Teologia é linguagem sobre Deus. Com teologia procuramos juntar os cordões que podem dar sentido à nossa existência. Ansiamos por achar a nós mesmos enquanto arfamos pelo Divino. Rubem Alves acertou quando disse que a teologia não pode ser malha que prende o Mistério, mas é rede onde nos deitamos. Teologia é linguagem precária. Nela peregrinos se aconchegam e encontram ânimo na busca por Deus.

Saudade...




DEFINIÇÃO DE SAUDADE -
artigo do Dr. Rogério Brandão, Médico oncologista

Como médico cancerologista, já calejado com longos 29 anos de atuação profissional (...) posso afirmar que cresci e modifiquei-me com os dramas
vivenciados pelos meus pacientes. Não conhecemos nossa verdadeira dimensão até que, pegos pela adversidade, descobrimos que somos capazes de ir muito mais além.

Recordo-me com emoção do Hospital do Câncer de Pernambuco, onde dei meus primeiros passos como profissional... Comecei a freqüentar a enfermaria infantil e apaixonei-me pela oncopediatria. Vivenciei os dramas dos meus pacientes, crianças vítimas inocentes do câncer. Com o nascimento da minha primeira filha, comecei a me acovardar ao ver o sofrimento das crianças.

Até o dia em que