30 junho, 2010

Be Stupid!

por Eduardo Gazola

Eu fico me perguntando qual foi o momento em que nós nos perdemos.
Li num portal sobre um anúncio de uma grife de roupas que teve suas propagandas banidas no Reino Unido. Fiquei chocado com com o anúncio da Diesel e com os portais que vincularam a notícia.

Mas fiquei chocado mais com o contexto da campanha do que com as fotos em si, sem falar no que foi vinculado nos portais de notícia. Veja bem meu querido leitor, não li em lugar algum alguém questionando o teor textual do anúncio, somente o visual.
Não houve um que questionasse as frases do anúncio, mas somente as fotos.
O anúncio da Diesel diz assim:

"Os Inteligentes podem ter cérebro, mas os estúpidos tem coragem. Seja Estúpido!"

Ao Sr. Kfouri... o filho.


por Ariovaldo Ramos

Não é direito do ser humano, ter ou não ter fé?
E não é um direito explicar a vida a partir da fé?

Se perde, não é um direito buscar consolo na fé?
E se ganha, não é um direito atribuir a superação ao deus em que crê?

Se não há deus, por que a ira contra quem não existe?

Logo, é ira contra seres humanos no exercício do direito de explicar a sua vida, e atribuir a sua vitória a quem quer que seja.

E como eu saberia que o articulista não tem fé, se não o tivesse dito no espaço onde deveria falar de futebol?

E se alguém, ao ver a demonstração de fé dos atletas, decidir buscar essa fé, não lhe será um direito?

E se, ao ouvir o articulista, decidir pelo ateísmo, isso não lhe será um direito?

Por que essa celeuma sobre o que é apenas o exercício de direito?

O fato de eu não gostar de ouvir algo, não tira do outro o direito de falar.
O fato de eu não gostar de como alguém comemora os seus feitos, não lhe tira o direito de o fazer.

Direito: faça valer!

23 junho, 2010

Torcedor ilustre



Segundo a maioria dos evangélicos isso só acontece porque Israel não se classificou, senão eles venceriam todas as partidas inclusive com pedras caindo na cabeça dos adversários.


8| Tenso!

Carrascos...

Não me empurrem, por favor

por Ricardo Gondim
Não tolero multidões. Não gosto de empurra-empurra. Sou de fácil convivência, mas não aceito me ver constrangido a fazer o que não quero. Sou dobrável, mas eu viro cavalo xucro quando noto que estão tentando encabrestar-me.

Suplico, não me empurrem para heroísmos vazios de significado. Recuso calçar coturnos que me deixariam com o garbo dos vencedores. Por mais que implore, alguns insistem, e não se conformam que eu não queira encarar certos desafios. Na fábula, a raposa desprezou as uvas que não conseguiu alcançar. Eu, todavia, desprezo as uvas que já comi. Testemunhei as vaidades de quem se sentia “usado por Deus” e vi que os “ungidos” viviam inebriados por seus discursos; mal conseguiam pisar o chão sujo, comum aos mortais. Mas, olhando para trás, os “usados por Deus” não passavam de celebridades bem acostumadas com palcos.

22 junho, 2010

A Jabulani do Brasil

Por Eduardo Gazola
Copa de 2014 no Brasil chegando e a Adidas procura um nome para a Bola da Copa.
Analisando as características da Jabulani tive um insight:

É redonda, sem vincos...
Muitos querem chutar, outros dariam tudo para não largar...
Quando está indo a caminho ninguém sabe para aonde vai parar...
Muda no meio do percurso...
É muito traiçoeira...
Uns adoram enquanto outros odeiam...
Extremamente liso e escorregadio...

Tá feito!
O nome da bola da Adidas para Copa 2014 no Brasil será...

17 junho, 2010

A estrada menos trilhada

por Ricardo Gondim
Querido José,

Hoje, acordei pensando no caminho estreito, naquele caminho pouco trilhado, sem grandes atrativos. Antes, confesso que nem sempre escolhi essa estrada apertada. Mariposa, voei desesperado em busca de luzes, querendo o brilho da fama. Tantas vezes busquei as passarelas largas. Hoje, ao contemplar meus antigos passos, percebo que andei em círculo, rodopiei, patinei, ofuscado por labaredas fugazes. As lamparinas que desejei eram falsas. Ultimamente, não sei se devido a idade, as decepções ou mesmo a uma revelação sagrada, passei a interessar-me por trilhas menos atraentes.

Fui marcado na juventude pelo poeta norte americano Robert Frost. Mas, antes de sua poesia, preciso contar um pedacinho de sua história. Frost ganhou notoriedade quando ainda era jovem. Ele foi um talentoso poeta. Ganhou quatro prêmios Pulitzer. Com a fama, vieram os apelos para o estrelato. De todas as partes surgiam convites para que escrevesse sob encomenda, que se projetasse. Frost encarava tais convites como o canto da sereia, sedutor, mas mortal para a alma. Ele preferiu continuar como professor universitário, sem as badalações do sucesso.