09 fevereiro, 2010

Ilha

Por Oswaldo Montenegro

Ilha não é só um pedaço de terra cercado por água por tudo quanto é lado.
Ilha é qualquer coisa que se desprendeu de qualquer continente.


Por exemplo: um garoto tímido
abandonado pelos amigos no recreio
é uma ilha.

04 fevereiro, 2010

Mulheres falam mais

Na sala de embarque

por Marcos Soares



Amigos, há várias coisas curiosas em uma sala de embarque. Como gosto de observar pessoas, percebo ali desde executivos engravatados a surfistas de chinelo, crianças mal comportadas pulando, correndo e tropeçando nas malas dos pobres passageiros, grupinhos de tripulação com seus quepes e lenços. Celulares, laptops, Ipods, Não-pods e Acha-que-pods. Tem de tudo. Cafezinho, água mineral e pão de queijo a preços impraticáveis. Pressa, correria, impaciência, reclamações e ansiedade. Olhares nervosos para o relógio. Uma irritante avalanche de microfones, funcionários anunciando alterações de portões, de partidas, todas com a inconfundível mania de anunciar em português e em inglês joel-santânico.

03 fevereiro, 2010

Café, livros e heresias



por Luciano Gazola

Eram oito horas da manha, estava dando uma passado pelo blog e carregando alguns emails. O escritório vazio de gente mas a mesa cheia de papeis, livros, fichas, contas e uma xícara de café sem açúcar. Gosto do aroma do café de preferência extra forte. Lá na frente alguém chegava. Um casal. Não precisou abrir a boca para que soubesse que eram vendedores de livros, CDs e DVDs.
- Olá Pastor Luciano como o senhor é novo, um pastor novo!
Aquele sotaque boliviano inconfundível e gostoso de ouvir.
- Novo? Vocês não viram o pastor Guilherme, se o vísseis saberiam o que é um pastor novo, disse rindo e fazendo piada que poucos entendem!

02 fevereiro, 2010

Trilha do Pitoco



por Eduardo Gazola


Esse domingo fomos conhecer a trilha do pitoco, em Chapecó-SC.
Lugar lindo mesmo, nesses lugares aonde você vê perfeitamente a mão de Deus.



OS 4 PODERES

www.humorbabaca.com

01 fevereiro, 2010

Ensaio sobre a solidão

por Eduardo Gazola
Se eu soubesse desenhar e quisesse representar a solidão, desenharia um grande parque com muitas pessoas. Cada uma fazendo sua atividade, em seus grupos. Crianças brincando no parquinho, adultos em uma roda de chimarrão, desportistas correndo na pista, um casal de namorados em um dos bancos da praça trocando juras de amor. Enfim um local cheio de gente. No meio da multidão, talvez até mesmo naquela roda de chimarrão ou num grupo de jovens que estava ali na praça, eu colocaria um jovem sem destacá-lo ao grupo. Você talvez nem perceberia ele (vou usar 'ele' por ser genérico, sem definir masculino ou feminino) no meio dos demais.