20 novembro, 2009

A propósito do 20 de Novembro - Pr José do Carmo





O Vinte de Novembro que neste ano cai numa sexta-feira,

já foi transformado em feriado em onze estados e será comemorado em 217 cidades. A data é feriado estadual em grandes capitais tais como São Paulo e Rio de Janeiro. Porém, para muitas pessoas, o dia, além de proporcionar uma oportunidade de ir pescar no feriado prolongado não traz importância alguma, e por isso “passará em branco”. Muitas destas pessoas desconhecem a história real e a pessoa por trás da data. Para que isto mude é preciso que o Vinte de Novembro seja “DENEGRIDO”, ou seja, se torne negro, por meio de uma maior divulgação e conscientização do povo, principalmente do próprio povo negro, que desconhece sua história, seus ícones, suas raízes.


Na realidade, se existe um país fora do continente africano, para quem o Vinte de Novembro deveria ser importante, este país é o Brasil. Sim, o povo brasileiro deveria conhecer desde cedo à história por trás desta data. Deveria conhecer a pessoa por trás desta data, assim como conhece a pessoa e a história por trás de datas como Vinte um e Vinte dois de Abril, sete de setembro e outras datas que fulguram no calendário cívico nacional. Teorizo que os brasileiros saibam mais sobre o Halloween, (dia das bruxas) comemorado no 31 de outubro, do que sobre o 20 de Novembro. E olha que o Halloween é de origem inglesa.

O Senhor me acolherá - por Eduardo Gazola
















Estava ouvindo uma música que me fez refletir e chorar.



A música é “O sonho de toda criança” da Comunidade de Nilópolis, linda música, verdadeira e profunda.

Lembrei-me de minha infância quando meu pai me ensinou, com atitudes, o que é ser um verdadeiro cristão, quando toda vez que alguém batia a nossa porta ao meio-dia pedindo um prato de comida, meu pai dava-lhe de comer e também lhe dava um copo de suco. Eu mesmo levava o prato para todos aqueles que iam buscar socorro em nossa casa. Por vezes eram famílias inteiras que pelas malesas do mundo não tinham com o que matar a sua fome e pediam socorro a um estranho. Em nossa casa sempre fazíamos o suficiente para a nossa família comer sem sobrar, depois das primeiras vezes, que vieram pedir socorro, passamos a fazer mais comida para socorrer também a esses que não tinham como se fartar.

Incrível como pregar o socorro hoje em dia está fora de moda.

Só se fala em benção, “Quem não quer ser abençoado?” Essa é a frase mais freqüente em nossas igrejas. Certa feita ouvi um sábio dizer:

- Deus nos fez sal da Terra, os homens nos colocaram em um saleiro!

Ele tinha razão. Quão difícil é viver o evangelho do Reino num mundo aonde só se ouve o que agrada aos ouvidos.

Num culto recente, em uma igreja aonde juntei-me aos irmãos para cultuar à Deus, pude mais uma vez comprovar a teoria de que pouco importa o conteúdo da palavra pregada, importa algumas palavras-chave e a entonação do pregador, mesmo que ele não diga nada, se ele gritar e dar um glória! O povo grita e vibra, bate palmas e usa os jargões já famosos e conhecidos.

O evangelho anda preso em saleiros, sem dar gosto ao mundo, sem acrescentar-lhe o sabor de Cristo. O evangelho é muito pregado, pouco vivido. O mundo precisa experimentar o evangelho na vida dos cristãos e não mais em suas bocas.

As igrejas hoje dão mais ênfase em como administrar sua vida financeira e menos em alcançar o próximo, em socorrer os feridos, de corpo e de espírito também. É claro que não falo de todas, mas terrivelmente falo da maioria. Cada dia mais preocupados em resolver seus problemas, seu próprio nariz e menos do próximo, do aflito, do necessitado. Cada um no seu quadrado, diz o popular.

Resta ao aflito clamar: “Aba Pai, o Senhor me acolherá!”.

E a nós, povo de Deus, ser o braço de Deus acolhendo ao que clama.



Em Cristo,
Duda.


Chegamos... e para edificar


A Palavra concretiza o pensamento, corporiza a idéia, translada a natureza, compendia a vida o universo com sua profundidade oceânica. Por isso Deus afirmou pela boca do profeta Oséias: “Meu povo perece por que lhe falta conhecimento”. Conhecimento? Sim, conhecimento de Deus, a maior opulência que alguém pode ter. O Reflexão veio para edificar de forma varonil o povo de Deus. Sabemos do desafio, mas cremos que a Palavra de Deus oferece de forma transparente o conhecimento do Senhor, conhecimento que translada a Palavra, que nos leva à experiência e que transforma a vida em todos os seus aspectos.

O nosso REFLEXÃO vem com a missão de avaliar, criticar, construir, pensar, reformar e transformar, permitindo e divulgando um cristianismo de forma diáfana, com qualidade de vida. Partimos do principio de que o Evangelho não é uma religião, mas sim algo personificado em Jesus, com o poder de instruir, construir, vencer e convencer, para que homens cumpram a missão de afamar a Deus na pessoa de Jesus. Quão admiráveis são os prodígios da Palavra. Palavra que não pode faltar na vida do verdadeiro cristão.

Temos o desejo e o sonho de ser uma referencia rutilante da mensagem do Senhor. A mensagem viva, contextualizada. Livre de preconceitos, fora do gesso das teologias, mas séria, não nova, nem tão pouco única, mas verdadeira. Assim pretende ser o nosso REFLEXÃO e para isso desejamos contar com ajuda de muita gente boa de Deus, cuja vida presta-se a servir ao Evangelho nestes dias. Com a índole dos profetas, queremos denunciar e edificar com muito temor o povo de Deus. O povo de Deus, não as denominações. O REFLEXÃO não é Luterano, Batista, Pentecostal, Católico ou Presbiteriano. Desejamos apenas ser florente em meio a tantas “feiruas” e distorções ditas cristãs.

Com muito temor e paixão é que colocamos em suas mãos o primeiro de muitos, a realização de um sonho e a certeza de acrescentar em meio ao povo de Deus. Com justiça e em busca dela, com humildade e sem a prepotência de pensar tudo saber, o REFLEXÃO veio para edificar. Edificar o povo Daquele que merece toda honra e toda gloria, sempre a Ele e somente a Ele.

Pastor Luciano Gazola