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30 abril, 2010

Somos Igreja

por Eduardo Gazola
Somos Igreja quando amamos o irmão independente da instituição que ele congrega ou da fé que ele confessa.
Somos igreja quando defendemos meramente um conjunto de pensamentos e filosofias que chamamos teologia.

Somos Igreja quando deixamos que o nosso dia-a-dia transpareça a Glória de Deus.
Somos igreja quando olhamos para o relógio, inquietos com o culto que não acaba as 21h.

Somos Igreja quando alimentamos ao faminto, vestimos ao nu, recebemos o desabrigado e amamos o aflito.
Somos igreja quando recebemos no rol de membros aqueles que seguiram a nossa cartilha.

Somos Igreja quando levamos a salvação ao perdido.
Somos igreja quando dizemos exatamente o que deve ser feito para escapar do inferno.

28 abril, 2010

Teologias que racham a Graça


por Luciano Gazola
Em 1998 conheci o Evangelho que já me conhecia a um bom tempo. Me lembro do cheiro daquela noite, dos louvores, dos perfumes, dos rostos, da voz do pastor Mario Silveira do abraço do pastor Valdemar... Os bancos da igreja, a arquitetura alemã literalmente alemã, fizeram um templo no calor do MS com telhado preparado para a neve da Europa. Longos passos da Issat Bussuam até a Mato Grosso onde morava na época. Um filme passou na tela da minha mente, vi minha vida toda em 4 km de caminhada.

Menos de um ano depois estava dentro de uma Faculdade Teológica, um Seminário, tudo muito diferente dos números da Contabilidade no campus da universidade Federal, bem diferente.

27 abril, 2010

Quem te viu e quem te vê!

por Eduardo Gazola
Eu vi o vídeo no Genizah.

De verdade, quem te viu e quem te vê.
Aos 2:45 o negócio fica tão macabro que não dá pra entender como ainda há quem o defenda.
Não dá pra aceitar uma bestialidade (da besta mesmo, de satanás) como esta e simplesmente deixar porque não podemos separar o joio do trigo.

Que seriam dos profetas então? Eles não estavam lá na maioria das vezes para apontar justamente o erro do povo de Deus?

Veja o vídeo, pelo menos entre 2:45 e 3:10.

14 abril, 2010

Uma ilha de Lixo

por Eduardo Gazola
Eu não sei quantos de vocês já ouviram falar disso.
O fato é lamentável. Faz tempo que quero falar algo aqui a respeito, mas não tive tempo de pesquisar para escrever algo mais palpável sobre o assunto.

Resolvi então colar essa reportagem do fantástico, há quem dirá que FANTÁSTICO não é confiável, faça o seguinte, pesquise e verá que é verdade.

Existe uma ilha de lixo próximo ao Japão. Esse lixo acumulou-se ali por que as correntes marítimas se encontram ali. Então um indivíduo espertão jogou uma latinha de coca-cola no caribe e tempos depois essa latinha encontra suas 'primas' lá na Pacific Vortex como é chamada a ilha de lixo do oceano pacífico.

Aquela garrafinha que você joga na rua pela janela do seu carro, ela é levada pela chuva ao bueiro, ao córrego, ao rio e finalmente ao mar; Do mar ela vai encontrar o seu caminho para juntar-se à Pacific Vortex.

Leia essa reportagem, vejam algumas imagens e me diga se 'não tem nada a ver' mesmo.
Faça a sua parte, cada um fazendo a sua podemos chegar à um lugar melhor para os nossos filhos e netos.

E se o Reino crescer em nós?

por Caio Fábio
As esperanças de Isaías de que um dia todos os seres vivos se reconciliariam, de tal modo que presas e predadores pastariam juntos, dormiriam juntos e brincariam juntos; a tal ponto que um bebê humano meteria a mão no buraco da cascavel e não sofria nada nunca — nos remetem para aquilo que o “condicionamento sistemático escatológico” criou para quase todos nós como cenário.

Assim, de Isaías somos levados como que por encanto para o Apocalipse, e, de súbito, sem nenhuma confirmação de Jesus ou dos apóstolos, mas exclusivamente por mera criação sistêmica dos teo-escatologistas, “aprendemos” que a utopia de Isaías tem seu cumprimento no milênio do Apocalipse; milênio esse que é apenas descrito como domínio do Cordeiro por mil anos [sem que se saiba se esses mil anos são de fato mil anos ou apenas mais uma das simbolizações do livro]; ao fim do qual Satanás é “solto outra vez, e sai a seduzir as nações”, ajuntando-as para a guerra contra o Cordeiro e Seu povo.

07 abril, 2010

Segundo Fôlego

por Ricardo Gondim
No jargão dos maratonistas, segundo fôlego acontece depois de um certo tempo de corrida. Nas primeiras passadas, o organismo queima açucar, fonte de energia menos calórica e a gente se sente cansado. Depois, passa a queimar gordura, combustível de melhor qualidade. Nesse câmbio da glicose para a gordura, o corredor se sente bem disposto, com mais ânimo, renovado. Nos meus primeiros anos de vida eu consumi glicose, a energia fácil, que me dava furor empreendedor, mas que fatigou.

Agora estou queimando os estoques de tecido adiposo; um jeito mais lento de gastar-me. Começo a experimentar outra qualidade de vida. Sinto-me revigorado; acho que entrei no estágio do segundo fôlego.

30 março, 2010

Um desviado entre nós

Dia desses ouvi que mais um desviado surgiu na igreja onde congrego.

Desviado, como você deve saber, é aquele sujeito(a) que sumiu da igreja, e quando você ouve algum comentário sobre ele, vem logo as piores informações, normalmente acompanhadas de uma virada de olhos, ou um balançar negativo da cabeça.

“Aquele ali só Deus...” é o campeão dos comentários dos irmãos menos radicais (não queira ouvir o que falam os irmãos mais santos).

Este ser vil, o desviado, habitualmente é lançado em uma espécie de limbo mental da membresia local: tratam rapidamente de esquecer o ingrato, que parece ter esquecido de como é bom ser como aqueles que ficam. Alguns da comunidade, mais piedosos, cumprem seu papel: visitam o sujeito, contam sobre a igreja e suas vantagens, falam que sentem falta nos papéis que ele representava quando fazia parte da comunidade. Mas esses caras não tem jeito: Dizem que voltarão em breve, e até arriscam a aparecer uma ou outra vez, mas no final, eles não tem jeito mesmo...

Mas quem seria o novo desviado da igrejinha do alto do morro?

Julgamento da Década

por Marcos Soares
Amigos, o país parou na semana passada para acompanhar, com certo exagero e sensacionalismo, o julgamento do casal Nardoni. Findas as exigências judiciais, estão condenados a décadas de reclusão por terem matado a menina Isabella. O forte clamor popular e a influência nem sempre isenta da mídia foram decisivos para o resultado do júri.

Não pretendo aqui discutir os aspectos tão exaustivamente levantados por todos no que tange ao julgamento, ao crime ou ao veredicto. Restrinjo-me à multidão que havia na porta do tribunal, clamando por justiça. Ou seria por vingança? Qual a diferença, se existe, entre justiça e vingança? Quem ali falasse em perdão corria o risco de morrer. Era efetivamente difícil descobrir o que, afinal, aquele povo queria. Se os dois, então acusados, fossem soltos no meio da rua, todos sabemos o que teria acontecido.

29 março, 2010

Reencontro

por Ariovaldo Ramos

Olá! Como vai? Perguntou o Samaritano.

Graças a Deus e a você, tudo bem! Respondeu o Sacerdote.

Você parece mesmo bem, quando eu o estava levando para a estalagem, pensei que você não resistiria, mas, olha aí... Bom vê-lo assim! Acrescentou o Samaritano.

Pois é… Eu também pensei que não sobreviveria, mesmo quando na estalagem, sob cuidados. Sou-lhe muito grato, fico sempre em débito, até porque você não me permitiu ressarcí-lo. Disse o sacerdote.

Deixa disso! Você faria o mesmo, apesar de nossas diferenças! E o Templo... Voltou para as suas atividades? Perguntou o Samaritano.

24 março, 2010

A irremediável burguesia religiosa

por Ricardo Gondim

Se não me falha a memória, a frase é do Cazuza. “A burguesia fede, mas tem os seus encantos”. Pela classificação mais ordinária dos cidadãos brasileiros, nasci na classe “C”, isto é, no andar de baixo desta burguesia. Designado para viajar nos vagões mal cheirosos que ficam atrás do trem, minha infância não teve tantos mimos. Cresci sem automóvel (eu tinha 17 anos quando papai comprou um carro), sem frequentar lanchonete nos fins de semana e sem vestir roupa de grife. Não, nunca fomos pobres; tínhamos segurança alimentar e uma grande família com tios que chegaram junto na hora do sufoco.

Mas, para entrar no baile de adolescente na vesperal do Clube Náutico, eu precisava pular o muro; para chupar um picolé no intervalo da aula, tinha que ir para o colégio a pé e para comer maçã, adoecer.

12 março, 2010

Pastores II


por Luciano Gazola
Semaninha esquisita essa para o cristianismo. Ontem quem leu os jornais ou assistiu, seja o escrito ou televisionado se deparou com situações que coram a cara de quem ama o Evangelho. Pastores presos por trafico de armas, padres e “mon senhores” envolvidos escandalosamente em pedofilia, assessores papais sobre suspeita. O que dizer de tudo isso?

Enfrentamos um sério problema cultural que precisa ser superado em nossa sociedade. O saber lidar com a crítica e o saber criticar. Teríamos profissionais bem mais competentes se soubéssemos aprender com as críticas ou usar da crítica construtiva para mudar a direção de nossos erros. A maioria das pessoas não sabe receber uma crítica nem tão pouco fazer críticas que apontem uma direção correta.


Pastores

por Luciano Gazola

Sete anos atrás ainda estava no seminário mas já era pastor em Fátima do Sul, fui há uma loja de rede, uma das maiores do Brasil com nome de “estado” e tentei abrir um crediário mas ouvi da moça simpática que me atendeu que como pastor ficaria difícil meu cadastro ser aprovado.

Sugeriu um monte de coisas que eu não aceitei, uma hora depois meu cadastro estava aprovado. Quando eu e minha esposa fomos felizes trocar de carro ouvimos da financiadora que não havia linha de crédito para pastores, o rapaz me recomendou dizer que era vendedor autônomo. Vendedor de que? Já fui vendedor mas agora não sou mais, rs. Não aceitei e acabei tendo que financiar o carro no nome de minha esposa que é enfermeira. Mas pagamos com o meu salário de pastor!!!

04 março, 2010

Meu pentecostalismo revisitado

por Elienai Cabral Junior
Sou a terceira geração de pastores em minha família. Meu avô materno, hoje jubilado, é pastor da Assembléia de Deus no interior do Rio de Janeiro. Meu avô paterno, já falecido, pregou sua última mensagem ("A que vieste?") na Assembléia de Deus em Curitiba, onde encerrou sua trajetória ministerial, a três dias de sua partida para o Senhor. Ambos marcaram seus ministérios com uma pregação consistente, criativa e antecedida de pesquisa e elaboração textual. Do meu avô materno, José Carlos Lessa, carrego a impressão de uma pregação professoral e cartesiana. Do meu avô paterno, Osmar Cabral, sua eloqüência e paixão, que o levaram aos 'pulinhos' empolgados, foram traços que não o impediram de pregar com gravidade e conteúdo.