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08 dezembro, 2009

Oração de um cristão preocupado II. O lamento continua. (Pr. José do Carmo)




Pai, noite passada na Oração de um cristão preocupado, paramos nossa "oraprosa", e, eu falei que ainda ia dizer como os pobres são tratados hoje. Senhor, pelo que andam pregando em púlpitos e escrevendo em determinadas Bíblias de estudos, a pobreza é uma maldição, tão logo Jesus não serviria para nascer e morrer nesta geração.


Pois, os pobres estão perdidos, são todos amaldiçoados.
Ensinam que a pobreza é escravidão, que leva muitos a depressão,
Mas, profetizaram que o Senhor vai por fim nessa maldição sem igual;
Liberando dos altos céus, uma unção financeira especial.

Pai, a confusão é grande e ai de quem ousa denunciar!
Pois os próprios crentes dizem: “não podemos julgar!”
Pregando a Palavra, o que manda é Jesus anunciar!
Cada um dará conta de si, ai de quem no ungido do Senhor tocar!
O povo sem conhecimento, seduzido pelas promessas de prosperidade.
Sacrificam até o que não tem nas “fogueiras” santas das vaidades.
Mas, Pai, não é obrigação do/a pastor/a zelar pelo rebanho que o Senhor confiou a ele/a? Não é dever dele/a alertar que pode haver "colocíntidas" nestes "pastos" oferecidos via ondas de TV? E que a morte por meio de doutrinas erradas pode estar na tela, assim como esteve na panela dos discípulos dos profetas?

Pai restauraram os sacrifícios, mas hoje não se sacrifica animais, mas sim o carro, o cartão de crédito, a gargantilha e o anel de ouro, o salário do mês, tudo isso sob a promessa de "restituição", e os que não receberem de volta o dobro, o triplo, o cêntuplo, é por que não tiveram fé o bastante, sacrificaram pouco, estavam em pecados ocultos ou eram malditos... Nestas promessas Pai, muitos querendo ficar ricos, transpassaram a si mesmos com muitas dores e até se desviaram da fé, engrossando o numero dos sem religião, formado por pessoas iludidas com falsas teologias.

Pai, tem gente indo atrás da justiça dos homens para reaverem o que perderam, mas, Pai, alguns fazem isso, por que se decepcionaram com a graça "barata" e já não acreditam no teu Evangelho, no teu Reino e muito menos em Tua Justiça. Assim agem, pois na ambição de prosperarem, foram enganados e sacrificaram tudo o que tinham e mais o que podiam conseguir emprestados. Tais pessoas também são culpadas, pois deixaram de examinar as Escrituras, dando ouvidos a fábulas e ávidos por bens materiais sacrificaram nos altares de mamon erigidos em seus corações, não no altar do Deus Vivo que diz: "misericórdia quero e não sacrifício."

E da gordura dos sacrifícios e das ovelhas, mercenários vivem como celebridades, apascentando a si mesmos, vivendo vida regalada, cruzando os ares com seus aviões carissimos e malas cheias. São falsos: pastores, Bispos e apóstolos que repreendem o devorador prometendo todas as maldições quebrar, mas não antes das notas entrarem na salva, no gazofilacio ou na conta da igreja.E o povo simples doa tudo, sem sua Palavra consultar, padecendo sem saber que o devorador esta no púlpito ou altar, usando terno e gravata, batina ou talar.

Senhor, alguma coisa há de errada com muitos tele-pastores, pois só falam em dinheiro, conquistar e prosperar.
Quem não prospera é pecador sem fé para determinar.
Eu pensava que tinha que suplicar para a benção receber;
Mas, dizem que se eu não determinar o Senhor nada poderá fazer.
E, eu que pensava que a Ti pertencia a força e o poder;
Que sabia de todas as coisas, mesmo antes da gente dizer.
Mas, disseram que se eu não for especifico o Senhor não poderás me atender.

Pai, eu pensava que seu Filho Jesus fosse pobre;
Até que li num sermão, que só um ministério rico poderia ter um tesoureiro ladrão.
Pois, ladrão não rouba de pobre só de quem tem grana de montão.
Pai, eu pensei que Jesus fosse pobre, pois nem “jumentinho próprio” tinha;
Mas disseram que só os ricos, podiam ter na ceia o fruto da vinha.

Pai, a coisa esta difícil é tanta distorção anunciada pelo outro “evangelho” via televisão.
Pois, se a pobreza é maldição, Jesus era maldito pelo que vemos em sua consagração.
Pois, a oferta de José e Maria fora um par de rolas ou dois pombinhos, como dizia a legislação, ofertas dadas pelo pobre que não tinha recursos na mão.

Pai, certa vez teu Filho disse que, raposas possuíam covis e as aves dos céus ninhos, mas onde reclinar a cabeça Ele não tinha não. Então como o Senhor explica esta história de pobreza ser maldição?
Pai, se nem berço ele teve e numa manjedoura veio a nascer, se a pobreza é maldição, como pode um maldito por nós morrer?

Pai, apesar da banda podre que faz o que acima partilhei Contigo, na Igreja Evangélica Brasileira existem lideres sérios, pastores/as e leigos/as cristãs/os consagrados/as que não se prostraram diante do altar de Mamon. São gente anônima que a mídia não mostra, homens e mulheres que não prosperam materialmente, mas que são ricos em graça, que vão te cultuar ou pregar seu Reino a pé, de bicicleta, de carro usado, de jegue, de carona.

Pastores/as, missionários/as que trabalham com moradores de ruas, comunidades ribeirinhas, que vão aos presidios pregar o Evangelho. Gente que abriu mão da riqueza, da profissão, da familia, do conforto, pessoas outrora abastadas, mas que se fizeram pobres para enriquecer a muitos com o Evangelho de Cristo. Lideres que não fazem acepção de pessoas, que vão atras do pobre e do rico convidando ambos a crerem no Evangelho. Uma Igreja formada por pessoas que possuem bens materiais mas não puseram neles seus corações, patrões que se assentam no mesmo banco da igrejinha do bairro onde moram seus funcionarios e juntos adorarem a TI Senhor.

Existe uma Igreja fiel, visivel a Teus olhos Pai, e invisivel aos poderes deste mundo. Uma Grei cristã formada por um povo pobre que trabalha, povo humilde composto por operários da construção civil, domésticas, garis, pintores, varredores de rua... Gente simples que as vezes só têm o arroz, feijão e ovo para almoçarem, mas em tudo te dão graças. Gente que trabalham o dia todo, mas que a noite colocam a roupa e o calçado melhor que tem e vão para o culto e lá cantam:

Buscai primeiro o Reino de Deus
E a sua justiça
E tudo mais vos será acrescentado,
Aleluia, aleluia!

Não só de pão o homem viverá,
Mas de toda palavra,
Que procede da boca de Deus.
Aleluia, aleluia!.

Se vos perseguem por causa de mim
Não esqueçais o porquê.
Não é o servo maior que o Senhor.
Aleluia, aleluia!

Pai, essa gente simples, que possui tão pouco, que mora no barraco, na favela, cujos filhos as vezes vão descalços e com fome para a escola, sente-se abandonada quando escuta "pastores" falando que por serem pobres são malditos. Se já é díficil a vida do povo pobre... ter que acreditar que tua Palavra diz isso, se torna mais díficil ainda continuar vivendo. Pai, o problema é que tais pregadores estão na TV e o Senhor sabe que a televisão se tornou onipresente nos lares seja rico ou pobre, e alguns dos que tem pregado tais heresias na TV ou por meio de Livros e Bíblias gozam de credibilidade no meio do povo evangélico. A maioria dos cristãos brasileiros só conhecem esses homens pela televisão, rádio ou livros que leram, mas dão mais valor a eles do que aos pastores que dia - a dia velam pelas as almas deles. Muitos até deixam de colaborar na igreja local onde recebem alimentos espirituais para sustentarem os projetos de tais tele-pastores. Quem sabe um dia, um deles sobrevoe a casa dos mantenedores tele-pastorados com seu avião de 8,6 milhões e de ao menos um tchau!

Pai, pior do que o acima dito, é que a palavra pregada por alguns deles, influência mais a alguns crentes do que Tua Palavra escrita!


Pai os/as pastores/as verdadeiros/as que que muitas vezes tira do que tem para dar para a ovelha, ao invés de fazer a ovelha sacrificar até o que não tem, preocupados/as com a saúde e a segurança de seus "pequenos rebanhos" ficam a se perguntar: "se Jesus não voltar logo, qual será a próxima esquisicrentices, pregada por um tele-evangelista, ou próximo escândalo a ser mostrado em horário nobre na emissora do Plim - Plim?"

Senhor, só mais duas perguntas ta! Ai vou orar ler a bíblia e dormir!

A primeira pergunta é sobre Pedro, ele disse: Não tenho prata nem ouro; mas o que tenho isso te dou, foi por que era pobre, ou porque não tinha se apossado da unção da prosperidade para dar o ouro e a prata que o aleijado esperava receber?

A segunda pergunta é: Como o Senhor explica isto tudo acontecendo em meio a tua Igreja?

Ao terminar minhas indagações fiz minha oração:

Senhor me permita batalhar e viver a pureza da fé de antigamente,
quando o ser temente a Ti, era a marca do povo crente
Povo que por ler a Bíblia por essa prosa de “conquistas” não eram seduzidos.
Senhor daí nos discernimento, obediência e temor,
livra-nos das propostas sedutoras do tentador,
que em troca de adoração, os bens do mundo no deserto a Ti ofertou.
Não nos deixe cair em tentação mas livra - nos do mal.

Abri a Bíblia em (Pv 30. 7 a 9) e conclui minha oração dialogal, fazendo minha a súplica do sábio Agur:

Afasta de mim a vaidade e a palavra mentirosa; não me dês nem a pobreza nem a riqueza;
Mantém – me do pão da minha porção de costume;
Para que, porventura, estando farto não te negue, e venha dizer: Quem é o Senhor?
Ou que, empobrecendo, não venha a furtar, e tome o nome de Deus em vão.

Dormi em paz, acordei pela manhã, com alguns textos falando fortemente em meu coração.
Se você ainda age como os cristãos de Beréia, pegue sua Bíblia, que vou partilhá-los contigo.
Mas pega uma Bíblia sem comentários, sem nota de rodapé, pega uma Palavra de Deus, sem comentário de homens e leia: Os 4.6; Mt. 13. 24, 43: 2. Pd. 2.1; I Tm 6 de 3 a 16; Judas. 1.
Ap 2. 29: "Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz a Igreja.

Que Deus nos desperte...

Pr. (José do Carmo) Zé do Egito.
Igreja Metodista em Fátima do Sul – MS.


07 dezembro, 2009

A igreja que não existe mais (2) - Ariovalado Ramos




Está doente algum de vós? Chame os anciãos da igreja, e estes orem sobre ele, ungido-o com óleo em nome do Senhor; e a oração da fé salvará o doente, e o Senhor o levantará; e, se houver cometido pecados, ser-lhe-ão perdoados. Tg 5.14-15



Os membros da comunidade do Cristo não precisavam orar por cura física, bastava procurar os presbíteros: lideres eleitos pelo povo, a partir de suas qualidades como cristãos (1Tm 3.1-7); que eles ungiriam com óleo, que representa a ação do Espírito Santo, porque é o Espírito Santo, quem unge e cura (Lc 4.18), e a pessoa seria curada; claro, sempre segundo a vontade do Senhor, porque essa é a regra de ouro: “Venha o teu Reino, seja feita a tua vontade, assim na Terra como no Céu." (Mt 6.10)


Os crentes em Jesus de Nazaré, não precisavam fazer varredura espiritual para ver se tinham qualquer problema, parecido com o que hoje é chamado de maldição hereditária, ou similar. A oração dos presbíteros ministrava o perdão de Deus, conquistado por Cristo na cruz e na ressurreição.


Deus havia respondido todas as orações por cura física pela instituição de presbíteros, que tinham a autoridade para ministrar o poder de Cristo sobre a enfermidade, segundo a vontade de Deus, dependendo, portanto, apenas, do que o Altíssimo tivesse decidido sobre a pessoa em questão.


Essa Igreja não existe mais!


Continua.

Transformando indignação em mudanças






Rui Barbosa, percebendo o declínio moral de seu tempo, falou sobre um sentimento de vergonha de ser honesto. Este sentimento, tão contemporâneo, talvez traduza aquilo que o homem comum sente diante da mesma percepção frente ao declínio ético daqueles que são eleitos para gerir o país e que deveriam ser exemplo de probidade. São tantas denúncias e escândalos a cada dia que nos esquecemos rapidamente daqueles do mês passado, que ainda não esfriaram. Lamentavelmente, diante da noção de decadência ética geral as pessoas têm se tornado desesperançosas de qualquer melhora, confortavelmente conformadas e até mesmo cínicas em relação ao futuro do país.




Atualmente, vive-se o consumismo, uma geração consumista preocupada apenas consigo mesma e que tende a acomodar-se, apática, em relação ao semelhante. Na “aldeia global” cresce o isolamento e, portanto, a omissão àquilo que supostamente não me diz respeito porque, afinal, não se pode mesmo mudar nada! No entanto, quem fica de braços cruzados e dando de ombros não percebe que a culpa pela má qualidade ou mesmo ausência de educação, saúde ou segurança, por exemplo, não está unicamente na classe política, neste ou naquele político corrupto, mas também naqueles que se conformam, não traduzindo sua indignação em atitudes de mudança. Onde está o espírito dos que combateram a ditadura militar? Onde está o ímpeto dos caras-pintadas que destituíram um presidente da República corrupto? 

As principais mudanças sociais da história começaram nas bases, com gente comum. Portanto, para soprarem ventos de comprometimento ético no cenário nacional, para que a corrupção que engessa o crescimento do país acabe é preciso deixar a apatia e converter a indignação em atitudes práticas. Pequenas ações levam a grandes mudanças. Assim, tão importante quanto ter valores éticos, são as ações de cidadania no bairro onde se mora ou na escola onde estuda. Sem engajamento social e desprendimento do comodismo não se pode esperar melhoras. Um país e um mundo melhores são possíveis quando as mudanças começam em cada um e a partir de cada um de nós.



***


Gostei do texto e decidi publicar, mas o autor solicitou anonimato. 

Conselhos e Conselhos - Por Eduardo Gazola


Quero considerar um conselho que ouvi:

"Não fale sem pensar; não dispare conceitos sem considerar quem lhe ouvirá."
Tão simples e tão difícil de seguir ...





Penso que se conseguisse por um tempo seguir esse conselho teria evitado grandes enfrentamentos, grandes desgostos ... As vezes pagamos alto preço por nossos impulsos, por nossa sina de comentar, de argumentar, de expressar.


Outro conselho diz que "o tolo fala demais por não ter nada a dizer" e "lata vazia faz muito barulho", então porque temos tanta necessidade de comentar?
Um sábio me disse que chegamos ao entendimento simplesmente porque entendemos, não há como entender por alguém ou fazer alguém entender, mas então porque minha alma se inquieta dentro em mim e berra para que eu não me cale, para que fale, para que entendam! Por quê?


Tenho certeza que o sábio tem razão quando diz que o silêncio falará por si, que a verdade basta por si só, mas em mim reside uma inquietação.
Sim, eu ainda quero mudar o mundo.
Ainda acredito na redenção de todo ser, se eu fui redimido, qualquer um pode ser, creio. Também sei que não será por muito tentar que irei conseguir, sei que cada um encontrará o seu próprio entendimento, mas ainda acredito que é preciso falar.


Árvore que dá fruto é a que recebe pedrada. Como as pedras doem, as vezes as pedras nos fazem crer que o que fazemos, fazemos errado, porém não é assim.
Como nos desfazer de toda a carga evangélica do passar dos anos e ser carregado pela boa nova do evangelho? Esse talvez seja o grande segredo para chegar ao entendimento do Reino de Deus. Quando o homem é livre o suficiente para escolher seguir à Deus e o seu amor sem precisar da religiosidade, da liturgia, da santificação humana; nesse ponto é que vemos e conhecemos o Reino de Deus.


Aprendemos que devemos amar simplesmente, e de todo o coração, com a pureza de nosso ser, e, se assim fizermos, seremos como crianças e herdaremos o Reino de Deus.


Deus, o Pai, simplesmente nos amou e nos permitiu ser amados. Permitiu também que o amemos e isso fez toda diferença. O amor incondicional com que o Pai nos amou nos permite calar e amar.
Por isso o sábio disse: "não fale sem pensar, não dispare conceitos sem considerar quem lhe ouvirá."


Que o amor de Deus permita-nos amar à ponto de calar.
Nisso reside a Graça de Deus.




Em Jesus,
Duda.

04 dezembro, 2009

A simplicidade da vida - Por Eduardo Gazola





Eu acho incrível como a felicidade é encontrada nas coisas simples da vida.


Hoje eu pude mais uma vez comprovar essa tese. Ao navegar pela internet procurando por álbuns antigos e conversando com o lúcio, consegui encontrar álbuns do Frutos do Espírito. Grupo antigo que não está mais em atividade, ao menos que eu saiba. É engraçado como uma coisa pequena pode ter tanto significado, ao ver o link meu coração já começou a acelerar, baixei o álbum, descompactei, e comecei à ouvi-lo, imediatamente veio à memória cenas de minha adolescência quando conheci ao Senhor Jesus e o quanto eu ouvia uma fita k7 (vocês lembram disso?) com uma seleção de músicas da época.

O choro foi inevitável, por mais que tentei disfarçar, as lágrimas corriam em meu rosto. As lembranças de vigílias, de louvores, de amigos que adoravam à Deus pela Sua essência e não pelas suas bênçãos. A lembrança da mudança de vida, o novo viver, a sensação nostálgica de voltar ao tempo... Foi magnífico.

Muitos tem a sua felicidade em ter uma casa, um carro, um bom emprego; Eu penso que a felicidade está em pequenas coisas da vida.

Um sorriso de criança; Uma lembrança de bons momentos; Um belo pôr do sol; Um bom papo com a pessoa amada, um namoro sem pressa; A lembrança de que fomos salvos pelo Senhor Jesus e que ninguém poderá tirar-nos de Seus braços... tudo isso me faz feliz, faz meu coração pulsar, tudo isso me faz entender quando Cristo disse: “E tereis Vida, e vida em abundância”.

Em Cristo,






Duda.


03 dezembro, 2009

Vai lá tio! - Por Ariovaldo Ramos


“Tio, vai lá falar alguma coisa pra nós!” Era a menina Maria, falando, em lágrimas, com Miguel, meu amigo, pedindo-lhe que fosse falar algo no velório da irmã que iria ser enterrada no dia seguinte.


Miguel me telefonou, dizendo que não conseguiria ir só, se eu o acompanharia.

Maria, que solicitara a ajuda de Miguel, tem 14 anos, e já é mãe.

A irmã, que tem um nome que significa princesa, cujo culto fúnebre oficiaríamos, no dia 11 de novembro de 2009, mesma data em que o Dr.Shedd completou 80 anos, acabara de completar 13 anos.

A menina de 13 anos estava morta, overdose, já havia provocado um aborto, mas engravidara de novo, e, em 30 de novembro de 2009, morreu com o filho que carregava em seu ventre, de overdose.

Saiu de um baile funk, e, já drogada, foi para outra festa, onde, mais droga, precipitou a sua morte.

Ela havia dito aos seus que queria morrer! Estava, aos 13 anos, cansada de viver.

A mãe, que, no enterro, queria se jogar na cova, a menina já não via a tempo, fora embora de casa tentar a sorte com outro, o pai, por sua vez, também foi.

Havia, chorando ao lado do caixão, uma jovem de 16 anos, era a esta que a menina de 13 chamava de mãe.

Choravam, também, um garoto de cerca de 15 anos, e uma criança de cerca de 07 anos, eram os outros irmãos da menina.

Meu amigo havia chorado muito, eu fiz o sermão.

Ele tem tentado ajudar aquele povo, ele vive para evangelizar e cuidar do pobres.

Ele escreveu um livro, sobre como manter os filhos longe da drogas, para levantar recursos.

Ele foi até a Igreja da Colina, uma igreja com gente que pode, para tentar vender o livro, mas não fazia parte da prioridade deles ajudar gente assim.

Eu conheço o líder da Igreja da Colina, ele não era assim!

Aliás, nada era para ser assim! Jesus precisa batizar-nos com o batismo da vergonha!

A pobreza e a vileza chocante desfilavam ante os olhos de quem quisesse ver.

De fora: nós dois e um pastor, que viera oficiar outro culto, e passou para ver se podia ser útil.

Ah! Veio também a TV. A desgraça é um espetáculo!

A desgraça passou por nós, e falou-nos sobre o governador e sua polícia, sobre o prefeito, sobre os vereadores, sobre a cidade e sobre a igreja.

Meu amigo orou com a menina de cerca de 07 anos, que não brincará mais com a irmã princesa, que, no brincar, lhe dizia que queria crescer, casar e ter filhos.

Obrigada Tio, disse ela, e nós saímos com a imagem daquela menina bonita, tanto quanto a irmã que fora embora.

Nós vamos falar com a Igreja que pode, outra, para que seja possível voltar lá.

Nós queremos ver aquela menina crescer em graça e sabedoria, queremos vê-la crescer para ser feliz!



Eu tirei daqui